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> Colunas > Sisters of Mercy - Marcelo Araújo...


Imagens do camarim, capturadas em baixa qualidade e improvisadamente através de um celular.


The Sisters of Mercy dezesseis anos depois, diferente; mas em plena forma.

Outubro, 26, 1990. Chega ao Brasil pela primeira vez The Sisters of Mercy. Nesse dia tinha ido trabalhar todo de preto e tênis - o que contrariava a política do banco que pagava meu salário. Mas muito a contragosto, meu chefe de serviços resolveu não pegar no meu pé. Projeto SP, palco de muitas apresentações memoráveis se encontrava lotado de pessoas vestidas de preto e seus cabelos das mais variadas formas. Ótimo show da turnê do álbum Vision Thing.

Mais de uma década e meia depois a banda retorna. Não tenho do que reclamar, aliás, ainda fiquei impressionado com a qualidade sonora e o vocal de um senhor quase qüinquagenário. Incrível performance, execução impecável das músicas e muito mais guitarras do que de costume. Uma ou outra canção ganharam nova 'roupagem', mas nada que as descaracterizem. O Via Funchal tremeu ao som de hits como Alice, This Corrosion, Dominion/Mother Russia, Doctor Jeep, Detonation Boulevard…
Logo após isso foram criadas 'enxurradas' de comunidades e recados (ou scraps) reclamando, praguejando e/ou protestando no conhecidíssimo Orkut a apresentação. Desejo os mais profundos pêsames a essas criaturas. Se queriam ouvir hits ou um `alo brazil`, recomendo shows do U2, Rolling Stones ou até mesmo da Ivete Sangalo. The Sister of Mercy é uma banda gótica sem músicas inéditas há 16 anos e comemorando 25 anos de estrada com um vocalista que não é fácil de se lidar; ainda existem rumores de que nunca pagou à Patricia Morrisson pela participação em Floodland, o que nunca realmente ficou provado positiva e/ou negativamente.
Muitos disseram: "Não tocou essa! Não tocou aquela". Só  que é impossível sair 100% satisfeito de qualquer show:
Diferente do dia 26/10/1990, que era um momento de expectativa: será que será bom ou ruim? Melhor ou pior? Em resumo: não decepcionou. Aliás, para mim, calou àqueles que torciam por uma performance inferior ou aquém das espectativas. Eu os vi e em 1990. Não ficaram devendo em nada. Fã? Nem sou. Mas reconheço um bom show e/ou uma boa performance de palco quando vejo.
Sinto imensamente, mas quem não foi, perdeu; quem foi e reclamou, que veja carro elétrico na Bahia.
Após a performance até rolou camarim. Eldrich fora anunciado, mas não apareceu. Outros componentes da band foram extrememente simpáticos, mas é diferente de um R.E.M. ou até U2 em que todos fazem parte da banda desde sempre; e Eldritch fora anunciado e fora pedido q não houvessem fotos na presença dele. Todos respeitaram a condição. Mas nada de Eldrich.
O melhor que absorvi desse bônus foi ' yo ho ho e uma garrafa de run'. Mesmo assim, prefiro o Run Oro. Mas frescuras à parte, foi ótimo e valeu cada centavo.
Foi um show memorável. Ou algo ainda mais indescriítvel

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